ginecologia
Principais Mitos sobre a Vacina do HPV
A vacina contra o HPV é segura, eficaz e previne diversos tipos de câncer. Ainda assim, muitos mitos afastam pais e jovens da proteção. Vacinar é um ato de prevenção e cuidado com o futuro.
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A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é uma das principais ferramentas na prevenção do câncer de colo do útero, além de outros tipos de câncer relacionados ao vírus, como os de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. Mesmo com sua eficácia amplamente comprovada e sua segurança atestada por instituições de saúde no mundo todo, ainda circulam muitos mitos e informações equivocadas que acabam gerando insegurança em pais, adolescentes e até mesmo em adultos.
Neste artigo, desmistificamos os principais mitos sobre a vacina do HPV e explicamos, de forma clara e embasada, por que ela é tão importante para a saúde pública e individual.
Mito 1: “A vacina do HPV é nova e ainda está em fase de testes”
Verdade: A vacina contra o HPV não é nova. Ela começou a ser desenvolvida nos anos 1990 e foi aprovada por agências reguladoras como a FDA (Estados Unidos) e a EMA (União Europeia) em meados dos anos 2000. No Brasil, foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2014.
Desde então, milhões de doses foram aplicadas em dezenas de países, com acompanhamento contínuo de sua eficácia e segurança. Os estudos mostram redução significativa nos casos de infecções por HPV e nas lesões precursoras do câncer de colo do útero, especialmente em populações que alcançaram altas taxas de cobertura vacinal.
Mito 2: “A vacina pode causar efeitos colaterais graves”
Verdade: Como qualquer medicamento ou vacina, a imunização contra o HPV pode causar efeitos colaterais leves e temporários, como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar. No entanto, eventos adversos graves são extremamente raros.
Os dados acumulados até o momento demonstram que a vacina é segura. Instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) reforçam que os benefícios da vacinação superam amplamente os riscos.
Mito 3: “A vacina incentiva o início precoce da vida sexual”
Verdade: Este é um dos mitos mais disseminados e infundados. Diversos estudos científicos comprovaram que a vacinação contra o HPV não altera o comportamento sexual de adolescentes. A aplicação da vacina visa protegê-los antes de um eventual contato com o vírus, o que torna ideal que seja feita ainda na pré-adolescência.
Vacinar não significa estimular a sexualidade precoce, mas sim agir de maneira preventiva. O mesmo raciocínio é usado para outras vacinas que protegem antes da exposição a doenças, como a hepatite B.
Mito 4: “Apenas meninas precisam tomar a vacina”
Verdade: Embora o foco inicial da vacinação tenha sido as meninas, justamente por causa da relação direta com o câncer de colo do útero, hoje se sabe que o HPV também está associado a outros tipos de câncer que acometem meninos e homens.
Além disso, vacinar meninos ajuda a reduzir a circulação do vírus na população como um todo, o que contribui para a proteção indireta (imunidade coletiva). Por isso, a vacina é recomendada para meninos e meninas, preferencialmente entre 9 e 14 anos.
Mito 5: “Quem já teve contato com o HPV não precisa se vacinar”
Verdade: A vacina não trata infecções já existentes, mas ela pode proteger contra outros subtipos do vírus aos quais a pessoa ainda não foi exposta. Como o HPV possui mais de 100 tipos, sendo cerca de 14 considerados de alto risco para câncer, a vacinação continua sendo útil mesmo após o início da vida sexual ou após uma infecção anterior.
Por isso, mesmo que a pessoa tenha tido contato com o HPV, a vacinação pode oferecer proteção adicional.
Mito 6: “Se vacinar, não é mais necessário fazer o exame Papanicolau”
Verdade: A vacina reduz o risco de infecção pelos tipos mais perigosos de HPV, mas não substitui o exame preventivo. O Papanicolau continua sendo fundamental para a detecção precoce de alterações nas células do colo do útero, inclusive daquelas causadas por outros tipos de HPV ou por fatores não relacionados ao vírus.
A recomendação é que mulheres vacinadas continuem realizando seus exames ginecológicos regularmente, conforme orientação médica.
Mito 7: “A vacina não funciona”
Verdade: A eficácia da vacina contra o HPV é amplamente comprovada. Países como a Austrália, que alcançaram altas taxas de cobertura vacinal, já observam queda acentuada nos casos de verrugas genitais, infecções por HPV e lesões pré-cancerosas. A tendência é que, com o tempo, o número de casos de câncer de colo do útero também diminua consideravelmente.
A proteção conferida pela vacina é duradoura, com estudos indicando eficácia por mais de 10 anos após a aplicação, sem necessidade de reforço até o momento.
Mito 8: “Adultos não podem tomar a vacina do HPV”
Verdade: A vacina é mais eficaz quando administrada antes do início da vida sexual, mas pode ser aplicada também em adultos, especialmente até os 26 anos. Em alguns casos, pessoas acima dessa idade podem ser vacinadas após avaliação médica, como indivíduos imunossuprimidos ou com maior risco de infecção.
A decisão deve ser tomada em conjunto com o profissional de saúde, considerando o histórico da paciente e os potenciais benefícios.
Mito 9: “A vacina causa infertilidade”
Verdade: Não há qualquer evidência científica de que a vacina contra o HPV afete a fertilidade. Este mito surgiu de informações falsas disseminadas nas redes sociais e foi amplamente desmentido por estudos sérios e revisões científicas.
Na verdade, ao prevenir infecções persistentes pelo HPV, a vacina pode proteger a saúde reprodutiva, uma vez que certas lesões causadas pelo vírus podem exigir tratamentos invasivos que afetam o colo do útero.
Mito 10: “É melhor esperar a criança crescer para decidir sobre a vacinação”
Verdade: A vacinação contra o HPV é mais eficaz quando feita antes da exposição ao vírus, o que geralmente ocorre com o início da atividade sexual. Por isso, vacinar crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos é a melhor forma de garantir proteção máxima.
Adiar a decisão significa correr o risco de perda da janela ideal de imunização.
A vacina contra o HPV é uma conquista da ciência moderna e um instrumento poderoso de prevenção de doenças graves, como o câncer de colo do útero. Infelizmente, mitos e desinformações ainda afastam muitas pessoas de um cuidado que poderia salvar vidas.
É papel dos profissionais de saúde, das escolas e das famílias buscar informação de qualidade e conscientizar sobre a importância da imunização. Quanto maior a cobertura vacinal, maior será a proteção para todos.
Vacinar é um ato de cuidado, responsabilidade e amor. Converse com seu ginecologista, tire suas dúvidas e ajude a combater os mitos com conhecimento.
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